textos, reflexões, poemas, fragmentos: fábulas incompletas

29 Abril 2010










fábula da morte à beira-rio








e se eu morrer à beira-rio embrulha o meu corpo num tronco de árvore
e deita-o na água e deixa-o flutuar e despede-te e deixa-me partir assim
e não chores triste e fica apenas a ver se a corrente me leva tejo abaixo
e segue-me pela margem e vais ver que é fácil e que a foz está ali perto
e já só tens de fazer mais esse esforço de tentar distinguir-me ao longe
e então se observares bem vais ver uma caravela sem mastro nem vela
e acredita que vou dar a volta ao mundo e me lembrarei sempre de ti
e que os mares são só sete e que talvez um dia quem sabe até regresse













trezentos e sessenta e cinco textos e trezentos e sessenta e cinco dias depois,
tenho a certeza de que as opiniões e os comentários recebidos
- que nunca conseguirei agradecer devidamente -
completaram as minhas imperfeitas fábulas:
este blog chegou ao






fim








15 comentários:

  1. Então? Então? O que é isto?
    E os que comentam não têm uma palavra a dizer, um protesto, uma petição?...
    E eu que já tinha um problema com a palavra «fim»!...

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  2. claro que têm, foi graças aos que comentam que as fábulas se foram completando...

    [mas tenho uma volta ao mundo para dar... ;)]

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  3. Um pedido, Jose Luis

    (Por não acreditar que deixes de abrir outro blogue, com outro critério de edição.) peço-te que noticies essa iniciativa.

    Um abraço.

    Até breve.

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  4. ... pois... quem sabe?

    [se os mares forem mesmo só sete... ;)]

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  5. Cheguei quase no fim das fábulas incompletas, quase no seu ocaso, que por serem incompletas me dixaram ali no estuário do Rio entalado entre a letra f e a m. Sou pois, culpado de não ter embarcado mais cedo...

    Um abraço e boas escritas
    (Paulo da Ponte)

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  6. paulo, obrigado pelo comentário.

    [a acreditar no senhor lavoisier, um dia destes regresso com a chuva...]

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  7. "Volta ao mundo " sempre !
    Fim nunca! Conclusão , finalmente.... parece mais simples de aceitar.

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  8. zeza,
    os mares são só sete mas... tantas as marés... :)

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  9. pela minha pequena parte, faça o que bem sabe fazer.
    só tenho a agradecer-lhe. se regeressar... avise amigo.

    Abraço dando a volta ao mundo.

    maria azenha

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  10. obrigado.
    com ventos de feição e correntes a favor... quem sabe talvez regresse...
    (e nesse caso aviso)

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  11. Olá José Luís!

    Foi com grande alegria que o descobri nòvamente no blogue da Blue Velvet. Então, essa volta ao mundo já terminou?

    Saudação outonal de Düsseldorf!

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  12. ainda não...
    cartas de marear talvez menos precisas, alguns ventos incertos e outras correntes inesperadas mantêm o veleiro numa deriva permanente...

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  13. ...traigo
    sangre
    de
    la
    tarde
    herida
    en
    la
    mano
    y
    una
    vela
    de
    mi
    corazón
    para
    invitarte
    y
    darte
    este
    alma
    que
    viene
    para
    compartir
    contigo
    tu
    bello
    blog
    con
    un
    ramillete
    de
    oro
    y
    claveles
    dentro...


    desde mis
    HORAS ROTAS
    Y AULA DE PAZ


    COMPARTIENDO ILUSION


    CON saludos de la luna al
    reflejarse en el mar de la
    poesía...




    ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DE MONOCULO NOMBRE DE LA ROSA, ALBATROS GLADIATOR, ACEBO CUMBRES BORRASCOSAS, ENEMIGO A LAS PUERTAS, CACHORRO, FANTASMA DE LA OPERA, BLADE RUUNER ,CHOCOLATE Y CREPUSCULO 1 Y2.

    José
    Ramón...

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  14. de quando em vez volto aqui...porque é bom sentir...

    abraço

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  15. olá maria,
    noutros moldes, agora ando por aqui:
    http://novascartasdemarear.blogspot.pt/

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não sou um livro aberto mas faltam-me sempre páginas. escrevo quando posso e, de certo modo, posso quando escrevo.