fábula da morte à beira-rio
e se eu morrer à beira-rio embrulha o meu corpo num tronco de árvore
e deita-o na água e deixa-o flutuar e despede-te e deixa-me partir assim
e não chores triste e fica apenas a ver se a corrente me leva tejo abaixo
e segue-me pela margem e vais ver que é fácil e que a foz está ali perto
e já só tens de fazer mais esse esforço de tentar distinguir-me ao longe
e então se observares bem vais ver uma caravela sem mastro nem vela
e acredita que vou dar a volta ao mundo e me lembrarei sempre de ti
e que os mares são só sete e que talvez um dia quem sabe até regresse
trezentos e sessenta e cinco textos e trezentos e sessenta e cinco dias depois,
tenho a certeza de que as opiniões e os comentários recebidos
- que nunca conseguirei agradecer devidamente -
completaram as minhas imperfeitas fábulas:
este blog chegou ao
fim

Então? Então? O que é isto?
ResponderEliminarE os que comentam não têm uma palavra a dizer, um protesto, uma petição?...
E eu que já tinha um problema com a palavra «fim»!...
claro que têm, foi graças aos que comentam que as fábulas se foram completando...
ResponderEliminar[mas tenho uma volta ao mundo para dar... ;)]
Um pedido, Jose Luis
ResponderEliminar(Por não acreditar que deixes de abrir outro blogue, com outro critério de edição.) peço-te que noticies essa iniciativa.
Um abraço.
Até breve.
... pois... quem sabe?
ResponderEliminar[se os mares forem mesmo só sete... ;)]
Cheguei quase no fim das fábulas incompletas, quase no seu ocaso, que por serem incompletas me dixaram ali no estuário do Rio entalado entre a letra f e a m. Sou pois, culpado de não ter embarcado mais cedo...
ResponderEliminarUm abraço e boas escritas
(Paulo da Ponte)
paulo, obrigado pelo comentário.
ResponderEliminar[a acreditar no senhor lavoisier, um dia destes regresso com a chuva...]
"Volta ao mundo " sempre !
ResponderEliminarFim nunca! Conclusão , finalmente.... parece mais simples de aceitar.
zeza,
ResponderEliminaros mares são só sete mas... tantas as marés... :)
pela minha pequena parte, faça o que bem sabe fazer.
ResponderEliminarsó tenho a agradecer-lhe. se regeressar... avise amigo.
Abraço dando a volta ao mundo.
maria azenha
obrigado.
ResponderEliminarcom ventos de feição e correntes a favor... quem sabe talvez regresse...
(e nesse caso aviso)
Olá José Luís!
ResponderEliminarFoi com grande alegria que o descobri nòvamente no blogue da Blue Velvet. Então, essa volta ao mundo já terminou?
Saudação outonal de Düsseldorf!
ainda não...
ResponderEliminarcartas de marear talvez menos precisas, alguns ventos incertos e outras correntes inesperadas mantêm o veleiro numa deriva permanente...
...traigo
ResponderEliminarsangre
de
la
tarde
herida
en
la
mano
y
una
vela
de
mi
corazón
para
invitarte
y
darte
este
alma
que
viene
para
compartir
contigo
tu
bello
blog
con
un
ramillete
de
oro
y
claveles
dentro...
desde mis
HORAS ROTAS
Y AULA DE PAZ
COMPARTIENDO ILUSION
CON saludos de la luna al
reflejarse en el mar de la
poesía...
ESPERO SEAN DE VUESTRO AGRADO EL POST POETIZADO DE MONOCULO NOMBRE DE LA ROSA, ALBATROS GLADIATOR, ACEBO CUMBRES BORRASCOSAS, ENEMIGO A LAS PUERTAS, CACHORRO, FANTASMA DE LA OPERA, BLADE RUUNER ,CHOCOLATE Y CREPUSCULO 1 Y2.
José
Ramón...
de quando em vez volto aqui...porque é bom sentir...
ResponderEliminarabraço
olá maria,
ResponderEliminarnoutros moldes, agora ando por aqui:
http://novascartasdemarear.blogspot.pt/