textos, reflexões, poemas, fragmentos: fábulas incompletas

21 Abril 2010










fábulas alheias







Criei em mim várias personalidades. Crio personalidades constantemente. Cada sonho meu é imediatamente, logo ao aparecer sonhado, encarnado numa outra pessoa, que passa a sonhá-lo, e eu não.
Para criar, destruí-me; tanto me exteriorizei dentro de mim, que dentro de mim não existo senão exteriormente. Sou a cena viva onde passam vários actores representando várias peças.






Bernardo Soares








3 comentários:

  1. Uno de los fragmentos en los que se pone de manifiesto, de la manera más hermosa, ese laboratorio del devenir-otro, en el Libro del Desasosiego.
    Gracias querido JL por esa pasión al universo de FP, gracias por traérmelo siempre de regreso... te leo, aunque a veces sea de manera silenciosa.
    Muchos besos

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  2. ani,
    sabes que isto de ser-outro por vezes me parece infinito?
    já tenho pensado se pessoa não se teria desdobrado em tantos-outros para nos obrigar a sermos-outros-em-nós e lhe perpetuarmos o uni-pluri-verso...

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  3. efectivamente, me he hecho la misma pregunta... después de haber sentido entrar en sus laberintos infinitos. Mientras escribía la tesis, no te puedes imaginar el vértigo.

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não sou um livro aberto mas faltam-me sempre páginas. escrevo quando posso e, de certo modo, posso quando escrevo.